Sexo, Yoga e Hormônios

Como a prática influencia na produção dos hormônios sexuais

A palavra sexo tem implícita em si uma carga emocional enorme. Até algumas décadas atrás, era um tabu, com apenas um significado: o de procriação, algo absolutamente necessário, mas com uma carga embaraçosa. Santos e teólogos têm insistido que a supressão do instinto sexual favorece a realização espiritual. Hoje, os casais fazem menos sexo e não por razões espirituais, mas porque todo mundo está sobrecarregado e não tem energia suficiente para fazer amor e, se o fazem, é porque sentem que têm um tipo de obrigação. Esquecemo-nos, porém, que estamos neste mundo porque nossos pais fizeram sexo… a força mais poderosa do universo!

Sexo é transformar uma vida sexual chata e monótona em algo sagrado. A relação sexual como um rito religioso, à primeira vista pode parecer uma blasfêmia, mas saber como prolongar o êxtase que coroa a união sexual por uma hora ou mais, é simplesmente aplicar a capacidade natural que todos nós temos, sem cansaço ou vazio, mas totalmente relaxados e cheios de energia vital. O amor sexual é uma bela e esperançosa tentativa de afirmação da vida. Para que o sexo seja um ato sublime, há de existir amor ou afeto entre as partes, ou pelo menos uma grande atração e respeito mútuo que permita aos envolvidos se sentirem confortáveis e relaxados em companhia um do outro.

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Tudo na criação é dividido em pares de opostos: positivo e negativo, masculino e feminino, passivo e ativo, elétrico e magnético; o nosso corpo também. Nós temos um coração e outros órgãos internos, mas todos têm uma parte direita e uma esquerda.

Sexo, por definição, é a união carnal de opostos, macho e fêmea, homem e mulher. No entanto, o homem não é cem por cento homem ou uma mulher cem por cento mulher, e isso tem um papel decisivo na relação sexual.

Todos atuamos em mais de um plano ou nível de consciência. Também é importante notar que temos certas energias ou correntes vitais na coluna formando pontos de energia chamados chakras. Uma dessas correntes começa no testículo esquerdo do homem (ovário esquerdo em mulheres) e termina na narina direita; a outra se origina no testículo direito (mesmo ovário) e termina na narina esquerda. Pelo centro da coluna corre verticalmente um terceiro fluxo de energia vital, o mais importante. A corrente de ar que passa pela narina direita é do sexo masculino, elétrico, quente e apresenta à visão psíquica uma cor vermelha viva e é conhecido como “respiração solar”; o ar que flui pela narina esquerda é feminino, magnético, frio e branco pálido para a visão astral. É também conhecido como “respiração lunar.” A cada 45 minutos a uma hora, o fluxo de ar que entra no nariz muda de uma narina para a outra, ou seja, o ar entra mais livre em uma do que pela outra. Curiosamente, em vários textos teosóficos ocidentais, o Caduceu, ou vara alada de Mercúrio, é uma representação do eixo cérebro-espinhal invisível (a ciência ocidental nega a existência destes fluxos de energia porque todas as estruturas astrais desaparecem do corpo físico na morte). A haste em si representa a coluna dorsal e as duas serpentes enroladas se identificam com a corrente ascendente direita e corrente ascendente esquerda que sobem pela coluna vertebral. A pequena esfera na extremidade da haste representa a glândula pineal, que é de onde convergem as correntes de energia que, torcidas, sobem pela coluna se juntando com a corrente que passa pelo centro formando um ponto que no esoterismo é chamado “terceiro olho”. As “asas de Mercúrio” são as chamas que surgem quando a corrente psíquica sobe pelo canal da coluna.

A ciência ocidental e os benefícios do sexo

De acordo com resultados de um estudo da Queen´s University de Belfast, fazer amor pela manhã ajuda a viver mais e estar em melhor condição física, incluindo melhor funcionamento dos órgãos internos, sistema imunológico mais forte, melhor circulação; queima calorias; reduz o risco de diabetes e ataques cardíacos. Fortalece ossos, músculos e alivia artrite e enxaqueca.

Os benefícios comprovados são vários:

• Sexo reduz a pressão arterial e gera o aumento da tolerância ao stress (Universidade Pailey, Escócia).
• Sexo mais do que duas vezes por semana reduz o risco de ataques cardíacos (Universidade de Bristol)
• Sexo melhora a autoestima (Universidade do Texas)
• Sexo frequente reduz o risco de câncer de próstata (Universidade de Victoria, Austrália).
• Sexo ajuda a dormir melhor (a oxitocina liberada é indutora do sono) (Universidade da Catalúnia, Espanha).

Hormônios: Estrógenos e Progesterona

De maneira extremamente resumida, podemos dizer que esses hormônios são produzidos pelos ovários e participam de uma série de funções diferentes para reprodução sexual. Sua ação e quantidades moldam o caráter e aspecto feminino, fertilidade e reprodução humana. Ambos os hormônios estão unidos na atividade orgânica e sexual e estão em equilíbrio constante. Quando isso não acontece, podem causar transtornos físicos e psicológicos.

Testosterona

Evidências preliminares sugerem que baixos níveis de testosterona podem ser um fator de risco para a deterioração das habilidades cognitivas e, possivelmente, de demências do tipo Alzheimer. Sabe-se também que a testosterona desempenha um papel na excitação sexual feminina e que elas são mais sensíveis a este hormônio do que os homens. Enquanto os homens adultos tendem a produzir pelo menos dez vezes mais testosterona do que as mulheres, os pesquisadores descobriram que as mulheres são muito sensíveis a baixas concentrações desse hormônio.

Yoga e testosterona

Uma equipe médica liderada pelo Dr. Vikas Dhikav na cidade de Nova Délhi, em 2010, reuniu um grupo de homens e mulheres que depois de três meses praticando Yoga deviam relatar se a prática influenciou suas vidas sexuais. Os cientistas escolheram posturas conhecidas por seu potencial para melhorar certas funções corporais. Todos reportaram melhorias nas categorias do estudo, incluindo o desejo, excitação, orgasmo e satisfação. Os homens, com idade média de 40 anos, relataram certas habilidades, como ser capaz de manter uma ereção durante a relação sexual e aumento na dureza do pênis. Também expressaram maior confiança. As mulheres, com idades entre 20 e 55 anos, também relataram melhorias, incluindo uma maior proximidade emocional com seus amantes. Mulheres com mais de 45 anos relataram que o maior impacto foi em níveis de excitação, enquanto as meninas disseram ter obtido uma maior qualidade em seus orgasmos.

Estes resultados não me surpreenderam, pois venho escutando há muito tempo sobre escândalos sexuais envolvendo gurus do Yoga e professores, muitos deles entre 60 e 80 anos de idade. Isso despertou a minha curiosidade para encontrar explicações científicas sobre a assombrosa vitalidade sexual dos praticantes da terceira idade e descobri que a ciência nos últimos anos tem feito enormes progressos em elucidar porque o Yoga pode estimular hormônios sexuais e ondas cerebrais. Estudos mais recentes adicionam peso à evidência clínica. Exames mostram que yogis avançados podem fechar os olhos e levar o cérebro a estados de êxtase indistinguíveis do clímax sexual. Aqueles que são novos relataram uma melhora acentuada em suas vidas sexuais e uma relação mais estreita com seus parceiros. A medicina convencional e psicólogos ainda não sabem nada disso e continuam a recomendar tratamentos caros para distúrbios sexuais.

Katil Udupa, um médico da Universidade Benares Hindu, em Varanasi, tornou-se adepto de Yoga depois de ser diagnosticado com neurose cardíaca, cujos sintomas incluem dor no peito, irritabilidade, instabilidade emocional e fadiga constante. E fez tão bem que começou a estudar a literatura sobre Yoga e investigar seu potencial para o tratamento de seus pacientes, especialmente aqueles com doenças crônicas. Sua pesquisa o levou a concluir que o Yoga melhorou drasticamente o perfil hormonal de seus pacientes, diminuindo altos níveis de adrenalina e outros hormônios secretados em resposta ao stress. Se o corpo tem de decidir entre preservação e prazer, sem dúvida, escolherá o primeiro. Uma consequência disto é que o stress pode apagar as chamas do desejo e o relaxamento pode criar uma situação em que as brasas do fogo podem ser reacendidas.

Doutor Udupa e seus colegas selecionaram um grupo de jovens, homens e mulheres com idade média de 23 anos, metade casados e metade solteiros, que foram submetido a seis meses de prática diária rigorosa de Yoga –. posturas, incluindo extensão, torção, parada sobre os ombros e cabeça, e dois tipos de respiração.
Os cientistas recolheram amostras de urina dos jovens no início e no fim do programa. Os níveis de testosterona aumentaram significativamente e nos homens casados mais do que duplicou. Na média, os níveis cresceram 57%.

“Os resultados sugerem que o Yoga pode produzir uma revitalização das glândulas endócrinas”. Com relação ao mecanismo, especularam que exercícios de Yoga melhoraram a microcirculação do sangue nos órgãos sexuais masculinos. Nos homens, a testosterona é feita principalmente nos testículos e, em menor grau, nas glândulas suprarrenais. Parece que posturas como o arco e a cobra, que exercem pressão sobre a área genital, estimulam a circulação nessa área. Em 1978, Udupa escreveu um resumo de suas descobertas em seu livro Stress and its Management by Yoga, mostrando evidência clínica de que o aumento dos níveis de testosterona se deve a “uma melhoria considerável na função endócrina dos testículos”.

Não há dúvida de que certas posturas de Yoga elevam dramaticamente os níveis de testosterona. Por outro lado, por décadas de estudos, os cientistas têm demonstrado que esportes de resistência têm exatamente o efeito oposto. Os corredores, por exemplo, mostram níveis de testosterona inferiores aos de quem não corre.

Muitos cientistas estudam os efeitos relaxantes do Yoga. Ctibor Dostálek, da República Tcheca, destacou-se por estudar o nível de excitação por influência de certas práticas yóguicas ligadas à respiração – o que yogis ancestrais já sabiam e revelaram em textos antigos como Hatha Yoga Pradipika e Gheranda Samhita.

Técnicas como bhastrika e kaphalabhati podem produzir um tipo de hiperventilação que contribui com uma sensação de euforia calma, conseguida por meio de Yoga ou sexo. Há tempos, os cientistas estudam a hiperventilação sexual com o objetivo de entender melhor o sexo ocidental mais do que os aspectos esotéricos orientais, mas sem dúvida há uma relação entre ambos. Poderíamos dizer, resumindo, que as evidências sugerem que a hiperventilação produz excitação não só em homens e mulheres com saúde regular, mas também nas que sofrem de falta de libido.

A respiração rápida ativa o fogo interno.

 

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Por Gustavo Ponce

(Trechos do livro Cómo conseguir más energía y mejorar mi vida sexual?)

Fonte: Yoga Journal

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