Nutrição: Vitamina A e saúde

Por Joyce Rouvier

vitaminaAb
Fonte: Nutrição Joyce

Foi descoberta em 1913, como resultado da sua habilidade em prevenir a cegueira noturna e a xeroftalmia (endurecimento e ressecamento da mucosa ocular). Pode ser obtida na forma de pró-vitamina (na maioria beta carotenos), de origem vegetal, ou retinol de origem animal. Ela tem um papel essencial em diversas funções fisiológicas como a visão, o crescimento, a reprodução, a hematopoiese e a imunidade.

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A vitamina A, pré formada, pode ser obtida nos seguintes alimentos: óleo de fígado de peixes, ovos, produtos lácteos, vegetais folhosos de coloração verde escura e frutas alaranjadas. A sua absorção intestinal ocorre após o processamento de ésteres de retinila no lúmen intestinal. Após várias reações os ésteres de retinila sintetizados, bem como o betacaroteno intacto, são incorporados nos quilomícrons e captados pelos hepatócitos, onde são metabolizados a retinol.

É necessária uma fonte lipídica para que a absorção do retinol e dos carotenóides seja otimizada. Pelo fato de ser lipossolúvel em altas quantidades pode acumular-se nos tecidos lipídicos e provocar toxicidade. Sinais de toxicidade incluem náuseas, vômitos, pele seca, unhas frágeis, queda de cabelo, dores de cabeça, vertigens, gengivite, dores musculares, anorexia, fadiga e aumento no risco de infecções.

A deficiência de vitamina a é um problema de saúde pública e normalmente acomete as crianças de regiões mais pobres. Pode provocar alterações oculares, retardo do crescimento, aumento no risco de infecções respiratórias e gastroentéricas. Com relação a saúde ocular ela é necessária para a transdução da luz em sinais neurais necessários para a visão, para a manutenção da diferenciação normal da córnea e das membranas conjuntivas, para formar os pigmentos fotossensíveis, rodopsina e iodopsina, necessários para a visão noturna.

É fundamental para a manutenção da integridade das células epiteliais de todo o corpo; para a regulação da expressão genética das proteínas estruturais, secreção e proliferação de linfócitos e promoção da diferenciação das células pituitárias secretoras de GH e pela estimulação direta da secreção de GH. A sua deficiência pode afetar a função tireoidiana.

Algumas pesquisas indicam que a expressão enzimática envolvida na biossíntese do ácido retinóico está suprimida durante a tumorigênese (câncer), sugerindo que a sua depleção pode contribuir para o desenvolvimento do tumor. Altos níveis séricos de carotenóides com atividade pró-vitamina A estão associados com uma redução o risco de mortalidade de câncer, especialmente o cólon-retal.

A vitamina A regula o crescimento e a expressão de vários tipos de células e tecidos, como por exemplo, os genes para queratina, colégeno e colagenase, importantes proteínas para o citoesqueleto e para a matriz extracelular. Os genes para fosfatase alcalina, ativadores de plasminogênio e fator de crescimento da epiderme também são modulados por ela.

Os receptores nucleares de retinóides agem como ativadores da transcrição gênica, se ligando como dímeros a sequências específicas de nucleotídeos presentes nos elementos de resposta das células alvo. Os retinóides podem inibir ou estimular a transcrição gênica agindo de maneira direta ou indireta. Exemplos de genes que cija transcrição pode ser inibida pelo retinóide são os genes para certos fatores de crescimento como o IGF-1 e a TGF-alfa.

Betacaroteno

O betacaroteno pertence ao grupo dos carotenóides, pigmentos vegetais que conferem as colorações laranja, vermelha e alaranjada a frutas e vegetais. Ele pode ser convertido em retinol e exercer atividade pró-vitamina A. Por ser lipossolúvel, a presença de gordura na dieta estimula a secreção de sais biliares melhorando a sua absorção. Apresenta também ação antioxidante.

Por ser um precursor da vitamina A, sua deficiência está associada com os sintomas de deficiência dessa vitamina e ela ocorre pela ingestão inadequada de alimentos ricos em betacaroteno. Em função da sua propriedade antioxidante sua deficiência provoca aumento do estresse oxidativo. Estudos tem indicado uma relação inversa entre o consumo de betacaroteno e a incidência de câncer, entretanto estudos mostram que a suplementação diária dele pode aumentar a incidência de câncer de pulmão.

A ingestão de altas doses (acima de 30mg/dia) por longos períodos de tempo podem causar carotenodermia, ou seja, coloração alaranjada na pele, principalmente nas palmas das mãos e nas plantas dos pés.

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Referências:

BIESALSKI, H.K.; GRIMM, P. Nutrição: texto e atlas, Editora Artmed, Porto Alegre, 2008.
PASCHOAL, V. et al. Suplementação funcional magistral: dos nutrientes aos compostos bioativos, VP Editora, São Paulo, 2008.

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